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Novos Baianos - A história do grupo que mudou a MPB

A história dessa incrível banda brasileira foi minha última incursão em literatura musical. Presente acertado da minha amada esposa, que trás bons momentos. O livro é de Luiz Galvão, um dos membros fundadores do Novos Baianos. Uma figura total. Ele não fala apenas da criação das músicas, mas de todas as glórias e perrengues pelos quais passou essa unida trupe. E olha que foram muito de ambos. Policial, romance, suspense, loucura... Tem de tudo, em bom e claro baianês. Para ver como Galvão passa por todos os assuntos, o trechinho do livro que está mais abaixo é uma de sua histórias com os jogos. Hilária. 

Guardo meus discos em agrupados por pessoas. Assim, obras solo, gravadas por membros de um grupo, ficam guardadas na ordem alfabética pelo nome da banda. Por isso aí na foto estão obras do Moraes Moreira, Pepeu Gomes e Baby Consuelo. Para eles este tipo de agrupamento é especialmente congruente, pois além de muitos solo conterem versões diferentes das músicas dos Novos Baianos, parte dos caras ainda se encontra para gravar em parceria. Vide o Moraes e Pepeu de 1990. Aliás, novamente estão fazendo som juntos. O texto publicado pela Lazuli Editora deixa claro que eles tem tudo para perdurar uma amizade sem fim.

Meu Novos Baianos FC ainda é um cd... Esse está com prioridade alta na busca por uma versão em vinil. Afinal, é o melhor de todos, na minha modesta opinião. Supera até o disparadamente mais aclamado Acabou Chorare. E vamos às audições...



Minha coleção do AC DC. E o grande furo dela...

AC DC é hors concours, e ponto final. Goste ou não da música que eles fazem, é impossível negar que eles são a essência de um estilo. Assim como o Slayer é a banda que melhor representa o gênero thrash metal, o AC DC é o estado da arte do hard rock. Uma observação, Black Sabbath, para mim, é heavy metal, então não estou comparando as duas.

Mas voltando aos australianos. Eles não têm fase isso, fase aquilo, fase aquela outra... Sua proposta é claramente identificada do primeiro ao último disco, sem desvios, atalhos ou xurumelas. Tudo bem que algum álbum pode ser mais produzido do que outro, mas isso não muda nada. O som característico deles sempre está lá, perfeitamente identificável a quilômetros de distância. A voz, seja qual for o vocalista, as guitarras... Introdução, estrofe, refrão, solo e fechamento. Mais ou menos nessa ordem...

Na postagem que fiz sobre o Let There Be Rock comentei sobre uma biografia deles. Na ocasião não postei foto da capa do livro, mas agora ela está ai, ocupando uma das maiores lacunas da minha coleção, o Back In Black, clássico de 1980 que trouxe para o mundo o durão roucão Brian Johnson. Outra observação, a despeito de todas as queixas, acho que Axl Rose mandou bem nesses últimos shows com a banda. Ponto.

O CD do Ballbreaker também está por ali, sem compromisso com a cronologia, ocupando o lugar do Blow Up Your Video. Outro buraco que ainda precisa ser preenchido, mas esse sem muita prioridade.

Enfim, nada mais a dizer. Essa postagem é só pra dizer que esses caras são danados, e me queixar um pouco por ainda não ter o bolação do animal Back In Black.
;-)

O Reino Sangrento do Slayer

Tem muita literatura roqueira na coleção do Vicente! Dessa vez a pedrada foi ainda mais na raiz. Joel McIver resgata muito material e entrevistas feitas por ele próprio para descrever a carreira do Slayer. 

Assim como no livro do Metallica o autor opta por comentar cada música, o que é muito legal. Discordei de várias avaliações. Dizer que Mandatory Suicide é dispensável e Skeletons of Society é fraca? Realmente uma opinião questionável. Mas afinal, grande coisa. O próprio admite que se pode gostar mais das músicas rápidas ou lentas. Prefiro as mais arrastadas, perfeitamente registradas no South of Heaven. Mas sei que a maioria gosta mais do Reign in Blood. 

Na verdade isso não importa. Tom Araya, Dave Lombardo, Jeff Hanneman e Kerry King são criadores de um gênero musical do qual nunca se afastaram. O trecho do livro que escolhi para ilustrar esse post trata sobre isso. Faltam 7 discos para eu completar a discografia dos caras, é peso pra quebrar esse baú ao meio. 



Verdade Oficial nos Bastidores do Pantera

Mais um resgate do baú por conta da incrível biblioteca de livros de rock do amigo Vicente. Agora com uma banda que acompanhei o lançamento dos discos em "tempo real". Afinal, eram os anos 90, auge da minha fase de sons pesados. O primeiro contato com o Pantera foi com o clipe de Mouth For War, no saudoso programa Fúria Metal da MTV. A partir daí, conseguir os dois primeiros grandes discos dos caras se tornou obrigatório instantaneamente. Não demorou para que Cowboys From Hell e Vulgar Display of Power entrassem no topo dos meus preferidos. Era muito peso e groove ao mesmo tempo, algo que, na minha opinião, nenhuma banda tinha tanto. 

No lançamento de Far Beyond Driven minha coleção já tinha, em grande parte, lamentavelmente migrado para o CD, mas mesmo assim não deixei de querer o álbum oficial, que foi encomendado na primeira oportunidade, antes mesmo de ser lançado no Brasil. Lembro de ir correndo pra casa com mais dois amigos na ansiedade de ouvir a pedrada. Foi impactante, na verdade até meio assustadora e incompreensível a primeira audição. 

Com o próximo a coisa foi parecida. Acho que não corri de tanta pressa para ouvir a obra, mas o susto com o peso foi maior ainda. The Great Southern Trendkill é absurdamente agressivo, a começar pela primeira música. Aliás, os primeiros segundos de cada álbum deles mostram o caminho seguido pelos irmãos Abbott e seus companheiros. Uma curva crescente e bem inclinada. 
O livro foi escrito pelo baixista, o quieto mas loucão (ainda assim bem mais normal que os outros 3 integrantes) Rex Brown. Ele abre o jogo sobre as diversas fases da sua vida e do grupo, que conquistou um lugar de respeito na música mundial indo contra qualquer imposição comercial. Assim como no livro do Metallica, comentado em postagem anterior, o texto diz bastante sobre a relação deles com outras bandas. Interessante nesse livro que há trechos com depoimentos de outras pessoas importantes nessa alcoólica história. Aí embaixo um trechinho sobre a criação do penúltimo resultado de estúdio, e onde cronologicamente também termina minha coleção. 

Como viram na foto, atualmente só me sobrou em vinil o Vulgar, isso até que o amigo César decida negociar seu Cowboys comigo. ;-)

All That Matters - A História Definitiva do Metallica

Acabei de terminar a leitura desse livro que conta a história do Metallica. Paul Stenning, autor experiente em biografias de bandas, vai desde a infância dos caras até o lançamento de Death Magnetic, o último disco lançado em 2008. Fez um ótimo trabalho, pois não fica só narrando as loucuras próprias da classe. A concepção e gravação de cada disco é comentada. Melhor ainda, cada música ganhou uma resenha própria, algumas, inclusive, com trechos das letras. Também é legal que o cara não foi só elogios, as composições que mereceram críticas assim foram retratadas.
Abaixo, como aperitivo, vai um trecho que fala da minha música preferida. Nesse pequeno recorte dá para notar que ele também insere na história trechos sobre as várias bandas que cruzaram na carreira do Metallica, o que dá um contexto muito bom da cena, além de dicas sobre sons para ir atrás.
Certamente ler um livro desse desperta a vontade de ouvir todos os discos novamente, prestando mais atenção na música e nos comentários que o autor faz sobre cada uma. Por falta de tempo acabei não fazendo isso. Ainda... Mas não pude deixar de tirar meus bolachões da banda de dentro do baú, pelo menos para ilustrar essa postagem. Está meio desfalcada, é verdade. Para completar ainda me faltam o Load, Reload, St. Anger e o Death Magnetic. Que missão...
Obrigado, Vicente!