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Mosh Pit, Roda Punk, Pogo, como preferir...

Essa postagem tem a ver com discos de vinil, indiretamente. Como o Rock In Rio é recente e motivou uma puxada para fora dos baús discos de Metallica e Faith No More, vamos ver algo relacionado a grandes shows. Em sua apresentação o Lamb of God tentou criar o maior "mosh pit" do mundo. Vai aos 49:00 do vídeo abaixo para ver a cena.


Aliás, como podemos facilmente notar, mosh não é se jogar do palco em cima da galera. Sempre achei que era, inclusive na época que eu praticava esta radicalidade. Mas não. O nome disso é "stage diving", na língua pátria, mergulho do palco. Foi isso que o Mike Patton fez. Ou tentou... Eu realmente gostaria de ver essa aterrissagem de perto. Se foi dolorosa ele segurou bem a onda.



Se o Lamb of God conseguiu fazer a maior roda punk do mundo não sei. Certo é que o Exodus, lá nos Estados Unidos, tentou incitar a mesma coisa e conseguiu uma notável adesão da galera. Não exatamente para rodar. O começo do negócio foi um pouco mais tenso que isso. E aí? Quem é doido... Aliás, quem comandou essa cena tocando guitarra merece seu lugar no Slayer. Vai lá Gary Holt.



Acredito que a maioria das pessoas acha esse tipo de cena um total absurdo. Até entendo, pois é óbvio que é meio bruto mesmo. Mas a ideia é essa mesma. Afinal de contas, que mal há nisso? Exceto um eventual machucado que o próprio sujeito estava ciente que poderia acontecer... Deixa a natureza humana transparecer, ora. Os animais também fazem das suas. Claro que de maneira muito mais bonita. 



Tá, mas e no fim das contas, indiretamente, o que isso tem a ver com disco de vinil? Além de também registrarem músicas violentas, eles rodam...
:-D

Live At The Brixton Academy - Faith No More

Mês passado o Faith No More fez um ótimo show no Rock In Rio 2015. A banda veio com um visual bem inesperado para uma platéia que está 98% vestindo preto. Para mim pareceu um velório, não gostei. Ou um terreiro, comecei a gostar. No fim das contas, é bom quebrar paradigmas. E na verdade foi até salutar para dar uma aliviada no visual que veio logo depois. A rapaziada do Slipknot pega pesado. Mas essas roupas brancas e centenas de flores no palco são secundários. Os músicos estavam muito afiados e empolgados, com direto até a mergulho do palco. 

Muito melhor que fazer uma mega gig, esses caras voltaram a trabalhar de verdade, lançando novo disco de estúdio. Em 1990 o negócio para eles foi ao vivo. Live at the Brixton Academy é o nome do disco. O vídeo também continha no nome a expressão "You Fat Bastards". Que queridos... Vai ver estão de branco agora para pedir perdão. 

Todas as músicas vão muito bem "Falling to Pieces", "The Real Thing", "Epic". Até que chega "o cover". Nada menos que "War Pigs", dos pais Black Sabbath. A versão foi tão boa que anos depois fez parte do tributo Nativity In Black. E realmente, eles detonam. Na segunda parte o Mike Patton faz umas maluquices vocais muito bem encaixadas. É letra enrolada, gutural, agudos... Ele vai longe mesmo. Ao seu estilo.

Vira o disco e vem de cara "From Out Of Nowhere", com aquele tecladinho inconfundível. Tem algo no refrão que me incomoda na voz. "We Care a Lot" consegue ser muito pesada e ao mesmo tempo trazer um clima mais ameno. O batera mostra bem porque mereceu tocar com o Ozzy. Uma balada chamada "Zombie Eaters" parece bem antagônico, não. Mas ela isso é mesmo. Até a metade, pelo menos... Termina o vinil em um clima de paz, mas isso apenas nos instrumentos. Pois a letra de "Edge of the World" trata de um tema medonho.

Meu exemplar é nacional, mais precisamente esse aqui.