Nem vou falar muito. Só afirmar que o Klaus Meine é o terceiro melhor vocalista do mundo, só perde para Mercury e Dio. Que a fase com o Uli Roth é bem melhor do que a fase com o Matthias Jabs. E que o Scorpions tem algumas das melhores e piores capas de toda história das grandes bandas.
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Lovedrive - Scorpions
E não é que após um ou outro anúncio de aposentadoria os alemães voltaram com disco novo? Ainda bem! "Return to Forever" é o décimo oitavo de estúdio do Scorpions, lançado em 20 de fevereiro de 2015. E disco novo desse ano significa resgate de algum antigo de dentro do baú. Então vamos de "Lovedrive", o clássico de 1979.
Alguns taxam essa capa como ridícula, outros como politicamente incorreta. Eu acho ela muito massa! Assim como outras artes da banda que geraram controvérsia, essa também foi proibida em alguns países, sendo substituída por um sem graça escorpião azul. No Brasil foi mantido o design eroticômico original. Na minha versão from UK também. Ufa...
"Loving You Sunday Morning" começa bem os trabalhos. Tem uma levada cativante e um refrão que quebra o clima elegantemente. A linha de baixo não poderia ser mais simples e perfeita. Em "Another Piece of Meat" a coisa fica bem mais tensa, rápida e pesada. Que levada. A estrofe é pausada, com vocal malandro e agressivo. O refrão, acelerado e direto. Muito boa.
Disco do Scorpions sem balada não existe. Então chegamos em "Always Somewhere". Cheia de emoção e amor. "Sempre em algum lugar, Sinto sua falta onde eu estiver, Eu estarei de volta pra te amar de novo." Depois de tantas declarações a instrumental "Coast to Coast" surge para fechar os primeiros 19 minutos. Sonzera. O baixo também se destaca, fazendo uma linha bem embalada no slide.
A porrada chega de verdade na abertura do lado B. "Can't Get Enough" é a música mais pancada do disco. Vocal invocado, riff brutal, bateria séria, solo animalesco. É nota 8,5 na graduação da música pesada. E para dar uma aliviada logo depois? O que você acha que os caras mandam? Reggae, ora bolas. Para mim aquilo ali é pura inspiração em Bob Marley. Fantástica! Para mim "Is There Anybody There?" é a melhor do disco. Pela grande distinção do resto, pela novidade e sintonia.
"Lovedrive" é a menos cotada do disco. O final do refrão (You drive me crazy babe) e o riff emendado nele são bem legais. Mas, no fim das minhas contas, o grande mérito dela foi ter inspirado a capa. Por fim, "Holiday". Baladão bonito, que fica nervoso depois da metade.
Não que isso aí embaixo seja um encarte... Mas é interessante. Dicas sobre como cuidar dos discos e como presenteá-los de forma mais certeira. É sempre bom aprender...
;-)
Tokio Tapes - Scorpions
Discos ao vivo não são meu forte. Mas lá nos idos de 1990 esse aí eu me esforcei bastante para conseguir. E valeu a pena. Os 4 lados desse duplo trazem só grandes músicas dos alemães. Tocadas de forma competente e sem firulas, como vocalista deixando para a platéia cantar toda hora e coisas do gênero. Minhas preferidas são duas covers, Hound Dog e Long Tall Sally. Klaus Meine enlouqueceu a japonesada perguntando tão efusivamente se eles gostavam de rock'n'roll. Queriam, e muito. Sem dó eles mandam essa música do cão de caça preguiçoso, bem conhecida na voz do Elvis Presley. Ah, eu ainda acho que foi 1978 no Japão que ganhou sua melhor versão. Rápida, pesada e empolgante. Que solo foi aquele do Ulrich? Não sei porque, mas sempre que ouço executo uma air guitar... O rock de raiz do Little Richard vem a seguir, também de uma forma nunca antes vista no oriente e no mundo. Será que eles acharam mesmo que poderiam terminar um show com essas duas pancadas? Não né? Voltam para mais quatro, três deles próprios e mais uma música japonesa. Executar algo na língua do país que se está visitando é mostra de competência e respeito. Baita show. Meu exemplar é de 1984 e está impecável. Que assim se mantenha.
Virgin Killer - Scorpions

O disco das capas polêmicas. Aquela com a foto da menina inteira é uma raridade daquelas de tirar o sono dos colecionadores mais ávidos. Vale de 600 até mais de 1000 reais. Uma pequena fortuna. A capa que substituiu a censurada em grande parte dos países foi uma foto da banda fazendo poses bem esquisitas. No Brasil a capa não foi nem tão escancarada, nem tão tosca. Um escorpião caminhando em uma bundinha é bem mais legal que um monte de marmanjos pulando, não é? Só no verso da capa é que ficamos com uma das fotos dessa sessão serelepe da banda. De qualquer forma, seja qual a roupa que o veste, é um baita disco! O lado A tem três das melhores músicas do Scorpions. Pictured Life abre os trabalhos de forma vigorosa. Catch Your Train põe o ouvinte nos trilhos. Passa mais uma estação e o ponto alto vem em Backstage Queen, a pérola do disco. O lado B foi um pouco comprometido pelo vocal do Ulrich Roth, que perto do Klaus Meine é quase um afônico, mas insistia em fazer o vocal principal em algumas gravações. Se bem que está perdoado pois toca muito. E, por outro lado, também foi um cara inovador. Perceba que em Hell-Cat o guitarrista até canta uma espécie de rap. Mas imaginem só como não ficaria perfeita Polar Nights cantada pelo Klaus Meine? Larga o mic, Roth!
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