Ainda terei uma cópia com o encarte em que aparecem Ozzy e Bill.
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Os discos que mudaram tudo para mim
Creio que para a maioria das pessoas é muito fácil afirmar que odeia algum estilo musical. Para alguns pode ser uma espécie de defesa. "Como eu um rockeiro na essência posso afirmar que gosto de uma música sertaneja!" Para outros nem vale a pena o esforço de captar o sentido de uma distorção mais forte. "Não é possível que alguém possa ouvir essa barulheira e não gostar de samba." Fora aqueles que repetem mantras de preconceito "Funk / punk é um lixo!".
Mas a verdade é que quando estamos abertos a descobrir novos sons, melodias, interpretações, um mundo novo se abre a nossos ouvidos. Quando aparece uma música de um estilo daqueles dos quais, de partida, afirmamos que não gostamos, é sinal que algo precisa ser revisto. Eu lembro bem cada vez que algo sussurou (ou gritou) nos meus ouvidos: ei, tem coisa boa por aqui.
Tentei condensar na imagem abaixo os discos que mais me trouxeram esses momentos. Claro, alguns são de estilos repetidos pois são os mais fortes pra mim, e isso faz com que minha ecleticidade não esteja totalmente refletida aí. Gosto de algumas músicas sertanejas, várias nativistas, um bocado de clássicas, muito e jazz, samba e por aí vai. Só que para alguns desses estilos não consigo indicar obras completas. Os registros que batem no coração são mais restritos.
E só me faltam 4 deles pra ter todos naquele formato lindo...

Mas a verdade é que quando estamos abertos a descobrir novos sons, melodias, interpretações, um mundo novo se abre a nossos ouvidos. Quando aparece uma música de um estilo daqueles dos quais, de partida, afirmamos que não gostamos, é sinal que algo precisa ser revisto. Eu lembro bem cada vez que algo sussurou (ou gritou) nos meus ouvidos: ei, tem coisa boa por aqui.
Tentei condensar na imagem abaixo os discos que mais me trouxeram esses momentos. Claro, alguns são de estilos repetidos pois são os mais fortes pra mim, e isso faz com que minha ecleticidade não esteja totalmente refletida aí. Gosto de algumas músicas sertanejas, várias nativistas, um bocado de clássicas, muito e jazz, samba e por aí vai. Só que para alguns desses estilos não consigo indicar obras completas. Os registros que batem no coração são mais restritos.
E só me faltam 4 deles pra ter todos naquele formato lindo...

Heaven and Hell, o disco maioral
Faz bem ter mais de uma cópia do melhor disco de música pesada da história. Mas é uma lástima não haver versão mais luxuosa dessa obra prima. Nem um encarte! Se alguém conhece algo por favor me avise. 👍 Enfim, ter dois é uma forma de fazer minha versão dupla. Ambas nacionais e do mesmo ano, 1980 🙌. Diferem apenas em uma pequena impressão no rodapé do verso. Agora mesmo fiquei sabendo que é difícil acha-lo até novo. Que absurdo! Só pode ser coisa da Sharon! 😅
A Antiga Coleção do Vinicius
Convenhamos, não é todo dia que se ganha um presente dessa magnitude, hein? Olha isso, que coisa maravilhosa! A nata e o leite integral dos clássicos, em diversos estilos e décadas. Discos e capas em estado absolutamente perfeito. E tem até direito a um pirata duplo. Sem mais palavras para agradecer.
Vina, muuuuuuito obrigado!
Vina, muuuuuuito obrigado!
Black Sabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Sepultura, Ozzy Osbourne, Ramones, Sex Pistols, Dead Kennedys, Talking Heads, Genesis, Pink Floyd, Supertramp, Dire Straits, Rolling Stones, Focus, Uriah Heep, Jean Michel Jarre, Legião Urbana, Sigue Sigue Sputnik, The Clash, A-ha
Sabotage - Black Sabbath
Mesmo sabendo que desse disco não deve sair nenhuma música no show de amanhã, agora vou com ele para começar o aquecimento.
1. "Hole in the Sky": Começa suave mas logo vem a pancada de surpresa. O primeiro susto, assim como deve ser.
2. "Don't Start (Too Late)": Iommi botando os dedos pra ferver no violão.
3. "Symptom of the Universe": Sem comentários. Apenas digo que acho este o riff mais pesado de todos os tempos.
4. "Megalomania": Música que começa lenta e logo mais alucina o ouvinte com um conjunto frenético, conciso em frases que merecem o tempo que duram.
5. "The Thrill of it All": Riff absurdo com vocal nas alturas, e que logo vão para um clima feliz e épico ao mesmo tempo.
6. "Supertzar": Eles falavam que a ideia inicial da banda era fazer música que desse medo. Deu certo e com essa está mais que provado que conseguiram. O teclado com som de coral é hipnotizante. É tenso, e um pouco esperançoso ao mesmo tempo.
7. "Am I Going Insane (Radio)": Música de quem está ficando louco ouvindo tambores em estéreo. No refrão são corretamente perturbadores. As risadas de fundo são o pesadelo perfeito, e emendam na derradeira e maravilhosa faixa...
8. "The Writ" De apenas um baixo que captura a atenção, o susto, e um som espaçoso. Ah sim, tenho certeza que muitos tomaram sustos no começo dessa música que pede volume. Refrão perfeito. A levada de Bill Ward é pesada ao extremo, com algo nada óbvio. As vozes de Ozzy sobrepostas na segunda parte merecem atenção. E ainda mais com ele cochichando "ratos" apenas no ouvido direito. O que vem depois mostra os novos caminhos que a banda abriu. Um trecho de balada, com apenas voz e cordas que emocionam. Aliás, dá uma olhada nesta resenha sobre esta música.
1. "Hole in the Sky": Começa suave mas logo vem a pancada de surpresa. O primeiro susto, assim como deve ser.
2. "Don't Start (Too Late)": Iommi botando os dedos pra ferver no violão.
3. "Symptom of the Universe": Sem comentários. Apenas digo que acho este o riff mais pesado de todos os tempos.
4. "Megalomania": Música que começa lenta e logo mais alucina o ouvinte com um conjunto frenético, conciso em frases que merecem o tempo que duram.
5. "The Thrill of it All": Riff absurdo com vocal nas alturas, e que logo vão para um clima feliz e épico ao mesmo tempo.
6. "Supertzar": Eles falavam que a ideia inicial da banda era fazer música que desse medo. Deu certo e com essa está mais que provado que conseguiram. O teclado com som de coral é hipnotizante. É tenso, e um pouco esperançoso ao mesmo tempo.
7. "Am I Going Insane (Radio)": Música de quem está ficando louco ouvindo tambores em estéreo. No refrão são corretamente perturbadores. As risadas de fundo são o pesadelo perfeito, e emendam na derradeira e maravilhosa faixa...
8. "The Writ" De apenas um baixo que captura a atenção, o susto, e um som espaçoso. Ah sim, tenho certeza que muitos tomaram sustos no começo dessa música que pede volume. Refrão perfeito. A levada de Bill Ward é pesada ao extremo, com algo nada óbvio. As vozes de Ozzy sobrepostas na segunda parte merecem atenção. E ainda mais com ele cochichando "ratos" apenas no ouvido direito. O que vem depois mostra os novos caminhos que a banda abriu. Um trecho de balada, com apenas voz e cordas que emocionam. Aliás, dá uma olhada nesta resenha sobre esta música.
Vol 4 - Black Sabbath
Edições diferentes, diferenças gritantes! A que está com a capa riscada é primeira prensagem, 1972. A do lado direito não indica o ano. Mas logo veremos que deve ser alguns anos mais novo. Ambas são nacionais.
A primeira constatação é que a capa perdeu qualidade. Se antes ela era dupla, pouco tempo mais para frente foi substituída por um simples encarte em preto e branco. Além disso, a versão mais antiga continha um encarte colorido com 4 páginas, o que me faz muita falta por aqui. Mas se você quer ver uma versão completa, confere a postagem na incrível coleção do Marco Antonio Gonçalves, editor do blog Sinister Salad Musikal.
Mais interessante é o selo. A primeira edição tem selos diferentes em cada lado. O lado A tem aquela figura hipnótica da Vertigo. O lado B o nome e crédito das músicas. E o que tem no outro disco? House Records Rap. Hã? Se reparar bem no detalhe da contracapa dessa edição mais recente verá que o símbolo dessa gravadora é uma bolinha dançando, cercada de notas musicais! Tudo a ver, hein?
Infelizmente meu exemplar mais valioso está em condições bem piores que o outro. De qualquer forma, é bom ter um backup de um clássico desse nível.
Mas agora falando sobre as músicas. Acho que alguns dos riffs mais matadores do Mr. Iommi estão nesse disco. Os primeiros acordes de Tomorrow's Dream, Supernaut, Snowblind e Under The Sun já servem para comprovar essa afirmação. Mas é com Cornucopia que a coisa pesa de verdade. A introdução desta música deve ter sido ditada pelo diabo, de tão sinistra que é. E mesmo com tanto peso ainda couberam duas baladas lindas, Laguna Sunrise e Changes.
Falando em Changes, esse lindo clássico que dispensa comentários, ouça abaixo uma cover da música feita pelo Charles Bradley, um cantor de soul que a interpretou magistralmente.
Black Sabbath - We Sold Our Soul To Rock'n'Roll
Não sou muito fã de coletânea. Mas essa aí vale. Olha essa contra capa. Sinistra. Os encartes também são legais e iguais. O disco é nacional de 1976. Ambos estão muito bons. E que coleta bem feita. Lembrando que ela só vai até o Sabotage. Ou seja, é a raiz da raiz. Esteja com o estéreo tinindo para ouvir. E agora, quem me diz o que esse disco tem a ver com Jimi Hendrix? Uma dica. Tem a ver com a música que está na mesma posição do trecho abaixo. Mas do outro lado do disco. "They can put a man on the moon quite easy While people here on earth are dying of old diseases". E que palavras que ainda soam atuais hein? Infelizmente...
Black Sabbath - Live Evil
Lembro de quando fiquei sabendo que haviam músicas do Ozzy com o Dio cantando. Só poderia ser incrível. Imagina War Pigs com o baixinho! A busca por esse disco foi incessante, e valeu a pena.
A capa deste duplo ao vivo é um capítulo a parte. Todos os seres que ali aparecem representam músicas do show. Lembro de ter lido que um dos motivos que levou o Dio a sair da banda, foi porque ele foi pego aumentando o volume da voz sem permissão do Iommi. Difícil de acreditar né?
Deep Purple - In Rock
1970, esse foi o ano que, para a maioria dos apreciadores do gênero, nasceu o heavy metal, com o Black Sabbath. E olha que lá o Deep Purple já tinha 3 discos. Mas é só a partir desse aqui que os caras botaram peso de verdade no som deles. Into the fire!!!
Black Sabbath - Master of Reality
Alguém sabe porque essa capa no Brasil saiu com essas letras coloridas? É muito estranho. Mas ao mesmo tempo familiar, pois foi assim que conheci inicialmente. Lá nos anos 90. Tenho um blog de capas de disco em uma linha do tempo: Os Discos Pesados. Quando fiz ele só encontrei foto com a capa em roxo e preto. Alguns dos melhores riffs do Iommi estão nesse disco. Acho que é o mais pesado da banda. Se Sympton of the Universe estivesse nele, seria imbatível.
Ah, e o fato deste disco ter as letras na contracapa também é muito legal. Vale como um encarte. :-D
Ah, e o fato deste disco ter as letras na contracapa também é muito legal. Vale como um encarte. :-D
Os três primeiros
Na minha opinião estes são os discos maiorais. Perfeitos do começo ao fim. Aqueles dos quais nenhum segundo de música eu desprezo no playlist da minha vida.
Black Sabbath - Never Say Die
Aqui uma boa constatação de que as reedições muitas vezes são feitas sem o devido cuidado. O disco nacional da época possui alguns desenhos nas nuvens. Na reedição importada a capa é mais clara e os desenhos são apenas borrões. Na contracapa acontece o mesmo. Além disso faltam informações sobre os créditos e agradecimentos da banda.
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