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Os discos que mudaram tudo para mim

Creio que para a maioria das pessoas é muito fácil afirmar que odeia algum estilo musical. Para alguns pode ser uma espécie de defesa. "Como eu um rockeiro na essência posso afirmar que gosto de uma música sertaneja!" Para outros nem vale a pena o esforço de captar o sentido de uma distorção mais forte. "Não é possível que alguém possa ouvir essa barulheira e não gostar de samba." Fora aqueles que repetem mantras de preconceito "Funk / punk é um lixo!". 

Mas a verdade é que quando estamos abertos a descobrir novos sons, melodias, interpretações, um mundo novo se abre a nossos ouvidos. Quando aparece uma música de um estilo daqueles dos quais, de partida, afirmamos que não gostamos, é sinal que algo precisa ser revisto. Eu lembro bem cada vez que algo sussurou (ou gritou) nos meus ouvidos: ei, tem coisa boa por aqui. 


Tentei condensar na imagem abaixo os discos que mais me trouxeram esses momentos. Claro, alguns são de estilos repetidos pois são os mais fortes pra mim, e isso faz com que minha ecleticidade não esteja totalmente refletida aí. Gosto de algumas músicas sertanejas, várias nativistas, um bocado de clássicas, muito e jazz, samba e por aí vai. Só que para alguns desses estilos não consigo indicar obras completas. Os registros que batem no coração são mais restritos.

E só me faltam 4 deles pra ter todos naquele formato lindo...







Metallica!

Que alegria! Consegui completar a coleção da minha banda preferida. Bem, na verdade ainda falta o Lulu... Até dei uma ouvida nele hoje para lembrar o que estou perdendo. Confimei novamente que não é muito. Meio difícil de gostar daquela parceria insólita. Mas tudo bem, um dia ele vem pra cá em formato de CD mesmo e já será o suficiente. Metallica rules!!!

Versões...

Uma é a capa da primeira prensagem nos Estados Unidos. A outra é de uma versão nacional. E aí? Qual é qual?

Hardwired... To Self-Destruct - Metallica

Graças a gentileza do amigo Tiago Melo, hora de ouvir a maior banda do mundo em sua atual plenitude. Baita disco! Sem mais comentários, por enquanto.  🤘🤘🤘

Voltando no tempo... Tirando os bichos da caixa!

Lojas de discos em Bogotá (Colômbia) - parte 3

Mais uma passagem pela capital colombiana, e claro, mais uma incursão vinílica. A primeira loja que vi discos foi sem querer, pois ela não estava no meu mapa. E só a achei porque eu tinha me perdido um pouco no caminho. 
A Panamericana parece que vende de tudo. Essa aí fica na Cra. 15 nº 72-14. Não entrei para conferir o que tinha e nem os preços. Mas tirei uma panorâmica meio torta do que estava na vitrine. Em qualquer lugar de lá se acha AC/DC.


Voltei para o caminho certo e achei o centro comercial Avenida Chile. Situado na Carrera 10, Calle 72, tem nada menos que três lojas que vendem discos.



A primeira e provavelmente mais famosa é a Tango. Outra filial da mesma rede que relatei nessa postagem. Ao contrário daquela, aqui não há discos usados.


A La Música foi uma surpresa. Não estava no meu mapa, mas surpreendeu pela variedade e qualidade do que oferece. Também apenas vinis novos.




Infelizmente os preços não são doces... Mas também não muito distantes do que se pratica no Brasil. Faça a conversão e comprove.



Por fim a Tornamesa, que era a única que eu achava que iria encontrar lá. Tem uma muito boa seleção e os melhores preços entre as visitadas. 






A loja está dividida em dois espaços diferentes. Na retro estão os discos e aparelhos, na outra livros e vinhos. Sabem combinar coisas boas, não?



No dia seguinte ainda deu tempo tempo de passar rapidamente no que acho ser o epicentro do vinil em Bogotá, o Centro Comercial Omni 19 (Carrera 8 #18-81). Em se tratando de garimpo é lá que a coisa acontece de verdade, por causa da quantidade de usados disponíveis.


A foto acima mostra uma pequeníssima amostra das raridades encontradas na loja do Vicente, de onde tirei o Jimi Hendrix abaixo. Disco em estado impecável, ótimo atendimento e uma conversa emocionada sobre a tragédia da Chapecoense.



A mão coçou mais uma vez, e também acabei saindo de lá com outro quase intocado disco do mestre. O Cry of Love veio da El Templo de la Música, que também tem um acervo magnífico, muito rock e preços justos.



Veja as outras postagens sobre a Colômbia aqui:

Vinil morto?

Os amigos leitores acham que este Metallica ainda tem salvação? Eu acho que há boas chances e vou tentar recuperá-lo. Atualizarei esta postagem com a tentativa de salvar essa bolacha dupla. Claro que a capa já era com força. Os encartes praticamente se desintegraram. Mesmo assim vale o trabalho, afinal, é o disco que elevou o thrash metal ao mainstream, e definitivamente me fez entrar para o mundo da música pesada. 
Isso é o que foi possível retirar antes deles irem para a água. E vamos logo que está na hora do banho...

Já ficaram de molho um bom tempo, com várias sessões de pressão com esponja e dedo no papel grudado. Tem sujeira que ainda não desgrudou. Pelo menos a maior parte está fora das faixas, e assim é possível raspar. Amanhã é dia de máquina. 
No fim das contas não consegui deixar os discos completamente limpos. Ainda restaram alguns pontos brancos. Mas a boa notícia é que eles rodaram inteiros, sem nenhum pulo sequer. Ainda pretendo dar mais uns banhos neles para tentar a limpeza completa, mas por enquanto a missão foi cumprida com sucesso, e mais dois ótimos discos foram salvos.

Jump in the Fire - Metallica

Ah, não posso deixar de registrar minha alegria de hoje ao ver o anúncio do novo disco do Metallica. Dia 18 de novembro chega a pedrada. Aliás, não é só uma, são duas pedradas pois o bicho é duplo. Que beleza! Só não é melhor do que acontecerá no dia 30 do mesmo mês, quando terei a oportunidade de ver os pais de tudo isso, Black Sabbath, ao vivo em Curitiba. Ô novembro bom esse, hein? :-D

Mas enfim, para comemorar a notícia de hoje, tirei do baú o disco mais resumido que tenho desses reis do thrash metal. "Jump in the Fire" foi o segundo single do primeiro álbum da banda, o seminal e bruto Kill 'Em All. No lado A apenas a música que intitula o EP, e no lado B uma pequena presepada. Apesar de indicar que se tratam de músicas ao vivo, "Seek & Destroy" e "Phantom Lord"  são apenas gravações de estúdio com sons de platéia adicionados posteriormente. Dá nada, legal de qualquer jeito!


Mas vamos aproveitar o momento para ouvir um pedaço do futuro que, aliás, está bem na pegada do glorioso passado. Dá-lhe Metallica!

All That Matters - A História Definitiva do Metallica

Acabei de terminar a leitura desse livro que conta a história do Metallica. Paul Stenning, autor experiente em biografias de bandas, vai desde a infância dos caras até o lançamento de Death Magnetic, o último disco lançado em 2008. Fez um ótimo trabalho, pois não fica só narrando as loucuras próprias da classe. A concepção e gravação de cada disco é comentada. Melhor ainda, cada música ganhou uma resenha própria, algumas, inclusive, com trechos das letras. Também é legal que o cara não foi só elogios, as composições que mereceram críticas assim foram retratadas.
Abaixo, como aperitivo, vai um trecho que fala da minha música preferida. Nesse pequeno recorte dá para notar que ele também insere na história trechos sobre as várias bandas que cruzaram na carreira do Metallica, o que dá um contexto muito bom da cena, além de dicas sobre sons para ir atrás.
Certamente ler um livro desse desperta a vontade de ouvir todos os discos novamente, prestando mais atenção na música e nos comentários que o autor faz sobre cada uma. Por falta de tempo acabei não fazendo isso. Ainda... Mas não pude deixar de tirar meus bolachões da banda de dentro do baú, pelo menos para ilustrar essa postagem. Está meio desfalcada, é verdade. Para completar ainda me faltam o Load, Reload, St. Anger e o Death Magnetic. Que missão...
Obrigado, Vicente!

Mosh Pit, Roda Punk, Pogo, como preferir...

Essa postagem tem a ver com discos de vinil, indiretamente. Como o Rock In Rio é recente e motivou uma puxada para fora dos baús discos de Metallica e Faith No More, vamos ver algo relacionado a grandes shows. Em sua apresentação o Lamb of God tentou criar o maior "mosh pit" do mundo. Vai aos 49:00 do vídeo abaixo para ver a cena.


Aliás, como podemos facilmente notar, mosh não é se jogar do palco em cima da galera. Sempre achei que era, inclusive na época que eu praticava esta radicalidade. Mas não. O nome disso é "stage diving", na língua pátria, mergulho do palco. Foi isso que o Mike Patton fez. Ou tentou... Eu realmente gostaria de ver essa aterrissagem de perto. Se foi dolorosa ele segurou bem a onda.



Se o Lamb of God conseguiu fazer a maior roda punk do mundo não sei. Certo é que o Exodus, lá nos Estados Unidos, tentou incitar a mesma coisa e conseguiu uma notável adesão da galera. Não exatamente para rodar. O começo do negócio foi um pouco mais tenso que isso. E aí? Quem é doido... Aliás, quem comandou essa cena tocando guitarra merece seu lugar no Slayer. Vai lá Gary Holt.



Acredito que a maioria das pessoas acha esse tipo de cena um total absurdo. Até entendo, pois é óbvio que é meio bruto mesmo. Mas a ideia é essa mesma. Afinal de contas, que mal há nisso? Exceto um eventual machucado que o próprio sujeito estava ciente que poderia acontecer... Deixa a natureza humana transparecer, ora. Os animais também fazem das suas. Claro que de maneira muito mais bonita. 



Tá, mas e no fim das contas, indiretamente, o que isso tem a ver com disco de vinil? Além de também registrarem músicas violentas, eles rodam...
:-D

And Justice For All - Metallica

Metallica é minha banda preferida do som pesado. Empatada com Black Sabbath na verdade, mas não deixa de dividir o primeiro lugar. Também tem uma música deles que acho a mais perfeita. Rara de se ver ao vivo, mas que por uma feliz escolha da banda foi tocada no Rock In Rio. "The Frayed Ends of Sanity" é o nome dela. Está lá no And Justice For All, quase perdida no meio de um disco tão bom. Então, vamos vê-lo na íntegra.

"Blackened" inicia a obra magistralmente. Introdução instigante, alguns trechos rápidos e outros nem tanto, riffs monstruosos, vocal e letra invocados, mudança de andamento. Quase 7 minutos do mais evoluído thrash metal. A música que intitula o disco vem na sequencia. A introdução é um solinho tranquilo, permeado pelo peso que chegará com força logo a seguir. É uma das composições mais técnicas. Vai direto para os 4:45 para comprovar essa afirmação. A queda de andamento no fim do solo é outro trecho que comprova isso. Sobre ela faço apenas ressalva quanto ao vocal, pois acho que poderia ser melhor. "Eye Of The Beholder" é a próxima e a terceira melhor do álbum. Tudo perfeito nela.

"One" é uma das poucas do disco que não está na playlist da minha vida. Bem, não atualmente, pois no passado assisti tanto ao videoclipe dela que acabei enjoando um pouco. Claro que é uma super música. Dividida em duas partes bem diferentes, cria climas opostos, primeiro de tristeza, depois de raiva. A parte da raiva mesmo, que sonzeira! Clássico total, que levou pela primeira vez uma gravação de estúdio da banda para as telas de televisão. Logo mais eles tomariam gosto por esse tipo de abordagem...

"The Shortest Straw" mantém a proposta da obra, rápida, agressiva e com mudanças de andamento inspiradas. "Harvester Of Sorrow" tem um ritmo mais arrastado, mas nem por isso é menos pesada. Deve ser uma das que desagradaram os fãs mais radicais, que acusaram a banda de "trair o movimento". Mas que bobagem, hein? Chega a ser ridículo criticar a banda por mudanças de rumo em relação ao seu estilo falando desse disco.

E depois vem o que? "The Frayed Ends Of Sanity". Tiro de misericórdia. Sem comentários. Já falei acima que para mim é a melhor música do Metallica de todos os tempos. Pesada, agressiva, perfeita. Conheci essa música antes mesmo de conhecer a própria banda. Ela era a trilha sonora de um clipe do programa de TV chamado Realce. O video mostrava uma galera de skate detonando em um half pipe. Se as imagens já eram impactantes, a trilha deixava tudo muito mais intenso ainda. Que lembranças...

A próxima é a quase instrumental "To Live Is To Die", a mais lenta e longa do duplo. Boa, tem o falecido Cliff Burton como um dos compositores. "Dyer's Eve" fecha a pancadaria em altíssimo estilo, com muita velocidade e técnica. Na minha modesta opinião, a segunda melhor de todas as gravadas em 1988. Haja pulso pra tocar algo dessa intensidade na guitarra.

Como vêem abaixo, tenho duas cópias deste disco, ambas nacionais. Uma está com a capa meio detonada, a outra em perfeito estado. A dimensão e importância dessa obra justificam plenamente o backup.

Live - Metallica

Vinil pirata! Caímos na ilegalidade meus amigos. Como diria o Napster: desculpa, Metallica. Sendo pirata, difícil saber sua origem e informações mais detalhadas sobre a gravação. Apesar de no selo estar escrito que sua fabricação foi nos Estados Unidos, na página da Gemm tem um exemplar indicando que a origem é brasileira. E deve ser mesmo, no Metalliguide também indica isso e muito mais. Antes da The Four Horsemen há registro do que parece ser a banda ouvindo e falando sobre uma música do primeiro disco da banda Tesla. Por esse fato suponho que estamos tratando de músicas gravadas em 1986. Em determinado ponto do show (se é que é só um show...) James apresenta Cliff Burton pra galera que emenda um pedaço de Anesthesia e mostra o que é ser um baixista rápido e habilidoso. No Remorse certamente aconteceu mais para o fim da apresentação, pois nota-se o cansaço na voz do Hetfield.

Metallica - Garage Inc.

Gosto muito de Metallica. E admiro a disposição que eles têm para fazer versões de músicas de outras bandas. Esse disco aí é triplo. Tem o clássico Garage Days e mais quatro lados que contém Black Sabbath, Motorhead, Queen e por aí vai. Animal! No futuro vamos falar e mostrar mais da obra. Por enquanto só gostariamos de dizer que toda banda deveria gravar um disco apenas com covers. E temos dito. :-)