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Lojas de discos em Bogotá (Colômbia) - parte 3

Mais uma passagem pela capital colombiana, e claro, mais uma incursão vinílica. A primeira loja que vi discos foi sem querer, pois ela não estava no meu mapa. E só a achei porque eu tinha me perdido um pouco no caminho. 
A Panamericana parece que vende de tudo. Essa aí fica na Cra. 15 nº 72-14. Não entrei para conferir o que tinha e nem os preços. Mas tirei uma panorâmica meio torta do que estava na vitrine. Em qualquer lugar de lá se acha AC/DC.


Voltei para o caminho certo e achei o centro comercial Avenida Chile. Situado na Carrera 10, Calle 72, tem nada menos que três lojas que vendem discos.



A primeira e provavelmente mais famosa é a Tango. Outra filial da mesma rede que relatei nessa postagem. Ao contrário daquela, aqui não há discos usados.


A La Música foi uma surpresa. Não estava no meu mapa, mas surpreendeu pela variedade e qualidade do que oferece. Também apenas vinis novos.




Infelizmente os preços não são doces... Mas também não muito distantes do que se pratica no Brasil. Faça a conversão e comprove.



Por fim a Tornamesa, que era a única que eu achava que iria encontrar lá. Tem uma muito boa seleção e os melhores preços entre as visitadas. 






A loja está dividida em dois espaços diferentes. Na retro estão os discos e aparelhos, na outra livros e vinhos. Sabem combinar coisas boas, não?



No dia seguinte ainda deu tempo tempo de passar rapidamente no que acho ser o epicentro do vinil em Bogotá, o Centro Comercial Omni 19 (Carrera 8 #18-81). Em se tratando de garimpo é lá que a coisa acontece de verdade, por causa da quantidade de usados disponíveis.


A foto acima mostra uma pequeníssima amostra das raridades encontradas na loja do Vicente, de onde tirei o Jimi Hendrix abaixo. Disco em estado impecável, ótimo atendimento e uma conversa emocionada sobre a tragédia da Chapecoense.



A mão coçou mais uma vez, e também acabei saindo de lá com outro quase intocado disco do mestre. O Cry of Love veio da El Templo de la Música, que também tem um acervo magnífico, muito rock e preços justos.



Veja as outras postagens sobre a Colômbia aqui:

Visiones de lá Esmeralda del Más Allá - Mahavishnu Orchestra

John McLaughlin, Jean-Luc Ponty e o resto da turma da segunda encarnação da Mahavishnu Orchestra foram ao Eletric Lady gravar este disco. Para quem não sabe, esse é o estúdio criado por Jimi Hendrix, que pode aproveitar apenas quatro semanas do seu desejado ninho de criatividade. Ele partiu 4 anos antes de "Visions of the Emerald Beyond" ser eternizado por lá.
O espírito do mestre da guitarra certamente ainda estava lá no local influenciando os músicos. Na minha opinião este disco é elétrico e caótico até um pouco mais do que precisava. Essa resenha no All About Jazz é boa, e mostra que as opiniões são diversas quanto à qualidade da obra.


Como relatado em postagem anterior, adquiri este disco na Argentina em uma das lojas mais legais que visitei por lá. A tradução do título do álbum e o encarte localizam bem o vinil. Converter o nome das obras para espanhol sempre foi algo muito usado pelos nossos vizinhos. Interessante é que nesse encarte só o Dave Brubeck saiu ileso dos tradutores. 










Sem Destino (Easy Rider)

Trilha sonora do filme Easy Rider, no Brasil traduzido para Sem Destino. Ou seja, anos 70 chegando com força total. O disco começa com uma das melhores. The Pusher, tocada pelo Steppenwolf, é um blues de levada malemolente e provocante, que explora bastante o estéreo do aparelho. E o clássico completo vem logo a seguir com a mesma banda. Aliás, a única música que grande parte das pessoas conhece dos caras. Born To Be Wild pode já ter enjoado um pouco, mas mesmo assim e depois de ter sido gravada por meio mundo, sempre será música que chama o instinto primitivo do rock sem frescura. Ou com muito pouca...

The Weight chega para dar uma acalmada. Linda composição a qual, particularmente, prefiro na voz da Aretha Franklin. Nesse vinil a versão também não e original, mas é matadora. Ao invés da The Band, que tocou no filme mas não pode participar do disco, a execução fica por conta do conjunto Smith. 

O country com alguns tons psicodélicos mostra as caras na seguinte. Não é das mais empolgantes. E na sequencia, mais irreverente que as anteriores, traz um vocal caricato e um piano que parece ter surgido de uma música natalina. Certamente uma das mais fracas. 

O lado B inicia no som caipira, mas agora um daqueles muito chapados. É joint pra todo lado. Divertida. Mas a coisa fica mesmo boa com Jimi Hendrix Experience, que surge unicamente na segunda faixa dessa face. If Six Was Nine é uma jam com muito silêncio, e por isso mesmo uma pérola.

O que vem depois também é bom. Mas a questão é que depois de um Hendrix tudo fica meia boca. Por isso liberto-me de comentar. Tanto é que esse disco fica junto com o outro do Jimi que está no baú.

A1 –Steppenwolf The Pusher
Written-By – Axton*

A2 –Steppenwolf Born To Be Wild
Written-By – Bonfire*

A3 –Smith (3) The Weight
Written-By – Robertson*

A4 –The Byrds Wasn't Born To Follow
Written-By – Goffin/King*

A5 –The Holy Modal Rounders If You Want To Be A Bird
Written-By – Antonia*

B1 –The Fraternity Of Man Don't Bogart Me
Written-By – Ingber*, Wagner*

B2 –The Jimi Hendrix Experience If Six Was Nine
Written-By – Hendrix*

B3 –The Electric Prunes Kyrie Eleison Mardi Gras
Written-By – Axelrod*

B4 –Roger McGuinn It's Alright, Ma (I'm Only Bleeding)
Written-By – Dylan*

B5 –Roger McGuinn Ballad Of Easy Rider
Written-By – McGuinn*