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Disco Baby, Cantigas e Brincadeiras de Roda

Discos infantis são um capítulo a parte na história do vinil. Na época que eram lançados já sofriam fortemente nas mãozinhas dos pimpolhos. Imagine quantos não viraram frisbees, discos voadores ou coisa que o valha? Atualmente devem ser inutilizados em massa para fazer artesanato. Por essas e outras não deve ser fácil encontrar exemplares de época em boas condições. Mas na minha coleção estava esse aí, não perfeito, mas muito bem cuidado. Dei ele de presente para a amiga Viviane, refinada violonista e fã de Burt Bacharach, mas que tem boas memórias ao ouvi-lo. Ela só está me devendo um vídeo dele reproduzindo as músicas Cocadinha, Os Elefantes e Roda Pião, que estão em uma versão funk muito legal. Achei que encontraria esse som em um Youtube da vida para postar aqui, mas nada... Aí outra característica dos discos infantis. Muitos não serão convertidos para o formato digital.


PS: Aí está um trecho da música!



Sousa Marches - Band Of The Grenadier Guards

Já que o carnaval acabou é hora de entrar na linha e "começar o ano" marchando como um soldado. Por isso vamos de Grenadier Guards tocando músicas do Sousa, o rei das marchas e o pai do Sousafone.



Flower Drum Song

Flower Drum Song é um filme norte-americano de 1961, do gênero comédia musical, dirigido por Henry Koster e estrelado por Nancy Kwan e James Shigeta.

Acima de tudo sobre o choque de culturas entre chineses conservadores e aqueles já adaptados ao american way of life, Flor de Lótus é o primeiro musical da Universal Pictures na década de 1960. É também a única versão produzida pelo estúdio de um espetáculo de Rodgers e Hammerstein.

O roteiro é baseado no musical de sucesso da dupla, apresentado seiscentas vezes na Broadway entre dezembro de 1958 e maio de 1960. Todavia, tanto um como o outro têm raízes mais profundas -- o romance homônimo do escritor sino-estadunidense C. Y. Lee, publicado em 1957.

Todo o elenco é de origem asiática, uma raridade na Hollywood da época. Juanita Hall e Miyoshi Umeki repetiram os papéis que protagonizaram na versão teatral. Jack Soo também esteve na Broadway, porém em papel diferente.

Bons momentos de dança incluem a sequência de sonho com o balé "Love Look Away" interpretado por Reiko Sato. Por sua vez, "I Am Going to Like It Here", com Miyoshi Umeki, contém uma das mais bem estruturadas letras de Hammerstein.

Sinopse
A jovem Mei Li e o avô Doutor Li chegam ilegalmente a São Francisco, onde Mei Li está prometida em casamento a Sammy Fong, que ama a exuberante dançarina Linda Low, que namora Wang Ta, que não ama ninguém e é filho de um rico comerciante de Chinatown... mas chega um momento em que o círculo se fecha, e Mei Li e Wang Ta caem de amores um pelo outro.




E.T. O Extra Terrestre (Trilha Sonora)

Ah, que recordação! Impossível alguém que foi criança nos anos 80 não se lembrar com emoção desse filme. Steven Spielberg, John Williams e sua equipe arrebentaram no Oscar de 1983, levando o prêmio nas categorias de melhor trilha sonora, melhores efeitos especiais, melhores efeitos sonoros e melhor som.

Na Wikipedia tem informações bem legais sobre essa produção, que foi uma das maiores bilheterias da história do cinema. Inclusive sobre seu relançamento em 2002, que além de mais 5 minutos de cena e remasterização completa, também teve a substituição das armas dos agentes do FBI por walkie talkies, por entenderem que em filmes para crianças não pega bem ter armas.

Como falei em postagem anterior sobre o Rambo, como as coisas mudaram. Pra melhor, na minha opinião.


Legal Eagles (Trilha sonora)

Diz a lenda que isso é um filme de comédia. Mas pelas músicas da trilha não parece. Na sua maioria as composições do senhor Elmer Bernstein são executadas pela United Kingdom Symphony e tem motivos bem tensos. A sereia Daryl Hannah escreveu e cantou uma das músicas, Put out The Fire. Mas o melhor fica para o final, com o Steppenwolf tocando Magic Carpet Ride. Curioso o aviso no verso da capa dizendo que no disco não está Love Touch, interpretada pelo Rod Stewart.


Lost Horizon (Trilha sonora)

Se liga na estória desse musical originalmente chamado Lost Horizon: "Durante uma tempestade, um avião cai em algum lugar do Himalaia. Em busca de ajuda, os sobreviventes acabam encontrando um mundo estranho e maravilhoso chamado Shangri-la, onde existe a eterna juventude e a felicidade plena." Ô beleza! Para isso Burt Bacharach e Hal David fizeram um bonito trabalho.


E olha só que legal, dá pra assistir esse filme inteiro no Youtube!




Butch Cassidy (Trilha Sonora)

Butch Cassidy foi um bandido, que viveu nos Estados Unidos lá pela virada para o ano 1900. Seu bando aprontou até na Argentina e Bolívia. Essa aí é a trilha de um dos filmes que fizeram sobre a vida dele. No Brasil foi chamado de "Dois Homens e um Destino". Venceu o Oscar de 1970 em várias categorias, inclusive a de melhor trilha sonora e melhor canção original (Raindrops Keep Fallin' on My Head, interpretada por B.J. Thomas). 

Space: 1999 (Trilha Sonora)


Space: 1999 foi uma séria de televisão britânica dos anos 70. "A série conta a história dos ocupantes de uma base lunar chamada Alpha, e sua viagem pelo espaço, depois que a Lua fora lançada para fora da órbita por uma explosão nuclear, ocorrida pelo acúmulo de resíduos radioativos produzidos pelos reatores nucleares na Terra." Imagina o perrengue!

A trilha sonora que tenho aqui é de 1976, fabricada nos EUA, e com essa linda capa dupla. O som é massa. Nada de só orquestra com temas tensos como de costume. Tem isso também, mas o ponto alto são as músicas com aquela pegada funk, como Theme From Space: 1999, Breakaway, Death's Other Dominion, Black Sun.

Isso tudo foi composto, arranjado e produzido pelo senhor Barry Gray.


Never Can Say Goodbye - Gloria Gaynor

Gloria Gaynor, que continua na ativa até hoje, ficou famosa com a música que intitula esse disco. Inclusive há quem diga que Never Can Say Goodbye é a música que inaugura oficialmente a disco music. Como em todo estilo, é difícil marcar um ponto tão preciso na história, mas vale como referência. Minha edição desse álbum é brasileira, lançada em 1975, e tem uma sonoridade bem interessante. Grave forte, como não poderia deixar de ser, e instrumentos bem marcados. 

Todas as músicas seguem no estilo batidão das antigas. All I Need Is Your Sweet Lovin é uma das mais legais. Repare o trombone no final! Mas ela é desbancada por Real Good People, essa sim, uma sonzeira mais nervosa, na pegada do bom e velho funk, pai disso tudo. 

A wiki diz mais: "Gloria Gaynor também foi a primeira artista a gravar versões "extended mix" das músicas e também a primeira a gravar o disco sem pausa. Gloria Gaynor continuou a gravar até que em 1978 eis que surge aquele que até hoje é seu maior sucesso, "I Will Survive". A música visa o ponto de vista de uma mulher recém abandonada, dizendo ao ex companheiro que não precisa mais dele e já pode se virar sozinha. A música fez muito sucesso e em 1980 ganhou o primeiro e único Grammy de Melhor Gravação para Disco Music. "I will Survive" já foi 7 diversas vezes por diversos artistas. Uma de suas regravações mais populares é a feita pelo grupo Cake, nos anos 90."



Amantes de Verão (Trilha Sonora)

A trilha sonora do filme "Amantes de Verão" não é daquelas que tem músicas especialmente feitas para o filme, mas uma coletânea que traz alguns nomes carimbados dos anos 80. Tem Tina Turner, Elton John, Depeche Mode, Chicago e mais uns não tão conhecidos, como Nona Hendryx, Basil Poledouris e Heaven 17. Quem?

A eterna sereia Daryl Hannah faz parte do elenco. A inestimável wikipedia nos conta um pouco da história: "Casal de namorados americanos Michael e Cathy vão para a Grécia passar o verão na Ilha de Santorini onde, apesar de seu amor por Cathy, ele se sente tremendamente atraído por Lina (Valerie Quennessen), uma misteriosa arqueóloga francesa. A beleza exótica de Lina fascina Michael, e ele se vê entre a mulher que ele ama...e a mulher que ele deseja. Mas quando ele revela seu conflito a Cathy, ela surpreende a ambos indo confrontar Lina. O que surgirá desse confronto tornará este o verão mais delirante e instigante de suas vidas."

Pela levada animadas das músicas e pelas fotos fácil é perceber que o personagem do rapaz se deu bem. Constatação confirmada: "In a very tense scene one evening, Cathy encourages Michael to kiss Lina. He gives Lina a light peck, but Cathy says it isn't convincing. He gradually turns up the heat while watching Cathy intently for her reaction. He then kisses Cathy, checking to see how this makes Lina feel. The three end up spending the night together. Lina moves in with them, and they continue enjoying the island paradise as a threesome."

Sapecões...


Break Every Rule - Tina Turner

Os primeiros discos da Tina Turner são pérolas do soul. Quer ver quando ela decide dividir os vocais com seu ex marido. Aí mesmo a coisa pega. Infelizmente não tenho por aqui nenhum vinil desta época. Tenho que me contentar com o lançamento mais pop de 1986, que contou com a ajuda do Mark Knopfler. Aliás, é de autoria do próprio vocalista do Dire Strais a melhor música do disco, Overnight Sensation. Na minha opinião, pois a música que realmente bombou foi Typical Male. 

A wikipedia nos conta que "Em 1988 seu nome entrou para o Guiness Book, o livro dos recordes, como o maior show já feito por uma cantora solo. A artista reuniu 188 mil pessoas no Maracanã, no Rio de Janeiro para ver sua apresentação. O show foi transmitido para todo o mundo. Nesta época estava fazendo a turnê "Break Every Rule"."

De qualquer forma, suas incursões oitentistas, naquele conhecido formato comercial, não é o que mais me agrada. Mas sempre vale a pena ouvir uma voz tão poderosa como a de Anna Mae Bullock (Nutbush, 26 de novembro de 1939).





Christmas Sing-Along With Mitch

O natal já passou mas resolvi escutar um disco com esse tema. São músicas cantadas por um coral bem afinado, e que pega forte nos clássicos natalino. O encarte é um livreto com 7 páginas iguais contendo as letras. Pra família toda cantar junto.





Mahler Sinfonie Nr. 5

Sempre bom saber que existe o Discogs para nos dar uma luz sobre alguns discos que aparecem nas nossas mãos. A parte ópera é cantada pela Janet Baker. O maestro John Barbirolli comanda tudo de forma magistral, captando bem o espírito do compositor.

Essa edição alemã traz magnificamente impressa a música de Mahler. Compositor clássico que procura "romper os limites da tonalidade, pois que em muitas de suas obras há longos trechos que parecem não estar em tom algum. Outra característica marcante das obras de Mahler é um certo caráter sombrio, algumas vezes ligado ao funesto." De fato, tem de tudo um pouco na sua sinfonia número 5.

"Na opinião do crítico e historiador musical Deryck Cooke, a quinta sinfonia de Mahler possui caráter "esquizofrênico", já que nela, convivem perfeitamente separados o mais trágico e o mais alegre dos mundos. Consta de cinco movimentos, sendo os dois primeiros quase temáticos, explorando o lado trágico da vida. O primeiro movimento, uma escura marcha fúnebre, começa com uma fanfarra de trompetes que aparecerá repetidamente, dando-lhe uma atmosfera especial de inquietude e desolação. O segundo, um frenético allegro, muda completamente o espírito do movimento anterior; seu caráter histérico alterna com o de marcha fúnebre, onde ao final da exposição parece triunfar um relativo otimismo, para cair novamente na angústia e na escuridão. É no scherzo, do terceiro movimento, que surge com maior clareza o citado caráter esquizofrênico, em absoluta contradição com a atmosfera niilista anterior, saltamos, sem solução de continuidade, à visão mais alegre da vida. São dois modos de ver a existência impossível de reconciliar. Tanto o ländler como a valsa do trio estão, ainda com seu ar de nostalgia, muito longe do desespero inicial da sinfonia. O famoso adagietto para cordas e harpas, constituindo o Quarto movimento, é um remanso de paz entre a força do scherzo e do último movimento, estando impregnado de um desejo de distanciar-se das tensões e lutas para refugiar-se da solidão interior. O quinto movimento finale, parte de motivos populares, possuindo um caráter exuberante e alegre. Em seu clímax final recupera e funde o caráter angustiante dos primeiros dois movimentos com a alegria dos últimos, combinando assim os elementos tão díspares de escuridão e luz que convivem na Sinfonia."





I´ll Never Fall in Love Again - Dionne Warwick

Em 1968 a prima da Whitney Houston emplacou essa que é uma das músicas mais conhecidas do Burt Bachrach e Hal David. Certamente uma das músicas mais coverizadas do mundo. Alguns dos que já passaram a mão nela:  

Ella Fitzgerald – Ella (1969)
Johnny Mathis – Love Theme from "Romeo and Juliet" (A Time for Us) (1969)
The Carpenters – Close to You (1970)
Wilson Simonal – México 70 (1970)
Dionne Warwick – I'll Never Fall in Love Again (1970)
Isaac Hayes – Black Moses (1971)[41]
Herb Alpert & The Tijuana Brass – Lost Treasures (a 2005 collection of recordings dating from 1962 to 1972)
Liza Minnelli – The Complete A&M Recordings (a 2008 collection of recordings dating from 1968 to 1972)
Bing Crosby - for his album At My Time of Life (1975).
Elvis Costello & Burt Bacharach – Austin Powers: The Spy Who Shagged Me: Music from the Motion Picture (1999)[51]
Ornella Vanoni (in Italian) – Sogni Proibiti (2002)[52]
Sitti – My Bossa Nova (2007)


Very Dionne - Dionne Warwick

Vamos continuar com a Dionne Warwick até porque esse disco tem uma pérola que vale menção. Da sua voz poderosa vem uma versão comovente de Yesterday. Convenhamos, cover é muito legal. Ainda mais quando transpõe gêneros e rótulos, como neste caso. É a segunda música do disco, mas só vendo no selo ou ouvindo para saber disso. A ordem da capa não representa a realidade, o que me parece que pode ser um resquício de jeitinho brasileiro. 



The Windows of the World - Dionne Warwick

Começa com o clássico I Say a Little Prayer, arranjada por Burt Bacharach. Ainda no lado A e também produzida por ele tem a animada Another Night. As outras são um tanto melosas demais.

O lado B também começa com música carimbada, Always Something There To Remind Me. Bem pra cima. Mas não é melhor que o meio blues meio orquestra que vem logo depois. Somewhere é de uma intensidade surpreendente. 

A diversão é garantida em Love, composta por Bert Kaempfert. Essa sim, a obra que valoriza o disco definitivamente. Muito alto astral, com direito a sonoridades de comédia. Ouça. Termina em um jazz dramático. 


Fafá de Belém

Comprei esse disco pois achei a cena da capa deveras inusitada. Olha a cara de debochada da Fafá com essa pilha na mão. Como deve ter sido esse acordo entre uma empresa de energia e a cantora? Aliás, cantoras, pois tem um disco da Angela Maria que também ganhou esse espaço publicitário tão explícito e incomum. 

Esse disco se chama "Água" e foi lançado em 1977. Também possui uma outra capa bem mais bonita. Como dá para conferir logo abaixo. É um bom disco. Pudera, ela tem um vozeirão incontestável. O instrumental foi gravado por gente muito competente, entre eles o Antônio Adolfo. Agora lembrei que tenho um cd dele e preciso ouvi-lo de novo. 
Mas voltando para o que está dentro da capa e seu marketing estranho. A obra é bem balanceada. A flauta é muito marcante em algumas canções, em um clima legal. "Ontem ao Luar", que fecha o primeiro lado, é especial. Ouça. O lado B abre com duas do Milton Nascimento, "Raça" e "Sedução", e logo mais a frente uma do Caetano Veloso, "Cidade Pequenina".