Exibimos propagandas pois acreditamos que todo aquele que produz conteúdo e compartilha conhecimento merece uma fatia da enorme riqueza gerada pela internet.

Francis Lai

Um trio do compositor e pianista francês Francis Lai. O primeiro disco é o de 1970, trilha sonora de Love Story, com a qual ele ganhou o Oscar. O drama é forte. Sente aí pela sinopse da wikipedia: "Um jovem de família muito rica e estudante de Direito conhece e se apaixona por uma estudante de música e acabam se casando algum tempo depois. Porém, o pai do rapaz não aceita a nora, por ela ser uma moça de família humilde, e acaba deserdando o filho. Algum tempo depois, a moça tenta engravidar e não consegue; vai então fazer exames e descobre que está gravemente doente.".
Logo depois outro conjunto de composições para filme de amor, "Love Is A Funny Thing", que no Brasil virou "O Homem Que Eu Amo". Nesse caso raro o nome local do filme até mais parecido com o original "Un Homme Qui Me Plait". Trilha bem eclética, com um pé no clássico e outro no blues, jazz e até com uma pitadinha de rock em "Las Vegas Circus-Ballet".
Finalmente a pérola. As músicas do filme Bilitis estão em formato intocado no vinil da foto abaixo. Ele está selado desde seu lançamento em 1977. E vos digo, não pretendo abri-lo. Deixarei esta honra a algum outro colecionador. Bem, se tem realmente um pedra preciosa dentro desta concha é algo que não caberá a mim descobrir. Se quiser tentar, entra em contato.

Tim Maia 1970

Não digo que os discos do Tim Maia são os mais detonados? Depois do Nuvens, está aí mais uma prova. Fãs festeiros na mesma pegada que o artista só pode dar nisso. Coroné Antônio Bento, Cristina e Eu Amo Você, primeiras de cada lado não estão disponíveis por motivos óbvios. A sujeira e os riscos tomam conta, mas é capaz de as faixas tocarem com chiado, mas sem pulos depois de uma boa limpeza na máquina. Tentarei e logo digo os resultados.

Vamos Arrepiar - Alcione

Perceba o nome do álbum. É um chamado para a raça. A Marrom quis arrepiar e conseguiu. O disco de 1982 é de samba nervoso e potente. Afinal, ela é ninguém menos que a Rainha do Samba. Quem tem um título desse não pode ser fraco. A simpatia da capa e a elegância descontraída do encarte comprovam isso. A segunda música do lado B teve trecho utilizado em famosa música do Marcelo D2. Vale a pena dar uma lida sobre essa clássica voz da música brasileira na Wikipedia


Fafá de Belém

Comprei esse disco pois achei a cena da capa deveras inusitada. Olha a cara de debochada da Fafá com essa pilha na mão. Como deve ter sido esse acordo entre uma empresa de energia e a cantora? Aliás, cantoras, pois tem um disco da Angela Maria que também ganhou esse espaço publicitário tão explícito e incomum. 

Esse disco se chama "Água" e foi lançado em 1977. Também possui uma outra capa bem mais bonita. Como dá para conferir logo abaixo. É um bom disco. Pudera, ela tem um vozeirão incontestável. O instrumental foi gravado por gente muito competente, entre eles o Antônio Adolfo. Agora lembrei que tenho um cd dele e preciso ouvi-lo de novo. 
Mas voltando para o que está dentro da capa e seu marketing estranho. A obra é bem balanceada. A flauta é muito marcante em algumas canções, em um clima legal. "Ontem ao Luar", que fecha o primeiro lado, é especial. Ouça. O lado B abre com duas do Milton Nascimento, "Raça" e "Sedução", e logo mais a frente uma do Caetano Veloso, "Cidade Pequenina".



Magic Violins - Strings in Motion

Vai na mesma pegada dos seus predecessores. Cordas de cana de açúcar emitem música para ouvidos que não sejam diabéticos. Daquelas "para tocar o coração".

A música romântica de Billy Vaughn e sua orquestra

Ainda embalados pelos tema de amor chegamos em um baita disco. A música romântica de Billy Vaughn e sua orquestra é lenta e animada na proporção corretíssima. Muitas composições tiveram o Havaí como inspiração, caracterizando aquela sonoridade e animação típica das ilhas. 

The Very Thought of You

O amor romântico e açucarado está no ar com força. Todas as músicas tentam ir a fundo nos sentimentos dos amantes. e conseguem. Do romantismo mais descontraído ao mais trágico, mas sempre ali. Quem trabalhou no disco foram as orquestras de Chris Walker, Norman Newell, Manuel & The Music of the Mountain, Ron Goodwin, The September Strings, Steve Race e Norrie Paramor. Todas foram treinadas para tirar mel dos instrumentos.  As composições mais conhecidas são "Autumn Leeves" e "I'll Never Fall in Love Again". Nacional, prensado em 1980. 

Lojas de discos em Bogotá (Colômbia) - parte 4

Difícil ir para Bogotá e não ficar tentado a correr atrás de uns discos... Pois não deu outra. Na minha última viagem para a capital colombiana fiz mais algumas explorações vinílicas que renderam. A primeira novidade que conheci foi uma outra sede da loja chamada Tornamesa. Em postagem anterior eu já havia conhecido uma de suas filiais que fica no Centro Comercial da Avenida Chile, bem pertinho, dessa, diga-se de passagem.
O lugar é bem legal e o atendimento também. Possui dois andares com muitos livros, vinhos, cds, discos de vinil e alguns aparelhos e acessórios.
A novidade mais positiva e que depois confirmei em outros locais é que o preço de alguns discos novos está bem mais baixo. Aqui, por exemplo, tinha quase toda a coleção do Slayer por pouco mais de 80 reais cada. Um ótimo preço para um vinil zerado.
As fotos abaixo mostram a parte dedicada aos acessórios e toca discos. Tinha agulhas, cápsulas, escovas anti estáticas, pré-amplificadores, entre outras tentações.

E que tal esse conjunto? De encher os olhos, não? Não ouvi o som dele, mas que é bonito, ah isso é.

Aqui uma das seções dedicadas aos livros, que preenchem a maioria dos espaços da loja.


Outro dia, passeando pelo centro da cidade, topamos com uma das filiais da La Música. Essa aí fica na Carrera 7. Não entrei para conferir os títulos e preços, mas pelas fotos vemos que há uma quantidade razoável de discos usados e com preços baixos. Outra filial desta loja também está no Centro Comercial Chile e foi comentada nessa postagem. A diferença é que naquela só vendem discos novos.



Apenas como curiosidade, fotografei no Museu do Outro um toca discos bem antigo. Está em exposição junto com outros objetos "mais modernos" perto da maioria dos antiquíssimos artefatos de metal que já estão.


Por fim, outra foto curiosa é a que mostra a decoração de uma das barracas de comida que estão na subida a pé para o Monserrate, uma grande montanha que fica no leste da cidade. Lá de cima tem uma visão panorâmica imperdível. Tem também restaurantes de comidas típicas bem baratos e outros mais requintados, além de um monte de barracas de artesanato.


Por certo não voltei de mãos vazias. Aproveitei o embalo para trazer o "13" e o "The End" do Black Sabbath. Novos, foram adquiridos na Tango, do Centro Comercial Chile. O primeiro custou 100 reais e o segundo 80. Falo mais deles em uma próxima postagem.

Un abrazo y viva Colômbia!

Veja as outras postagens sobre a Colômbia aqui:

By The Light of The Moon - Los Lobos

Daqueles discos que se compra esperando uma coisa, mas vem outra. Achei que se tratava de algo mais "la bamba", mexicano caliente o cosa asi. Mas é meio rockinho, meio folk, meio balada, meio animado, meio triste... Em verdade, meia boca...


Chaos AD - Sepultura

No dia que mais um ladrão comemora vitória nesse pobre Brasil carcomido pela safadeza na política só nos resta dizer REFUSE RESIST! Minha indignação e tristeza pelo nosso momento político não me deixa escrever muito. Mas quero registrar que, na minha modesta opinião, este é o melhor disco do Sepultura.

The Sound Of The Night - The Midnight Orchestra (Eumir Deodato)

Olha aí um dos mais de 500 discos que tem participação do Eumir Deodato. O carioca é um monstro da música. Trabalhar com gente como Aretha Franklin e Frank Sinatra, ter 16 discos de platina e um Grammy, possuir uma interpretação que foi a segunda mais ouvida nos Estados Unidos, entre outras proezas, não é para qualquer mortal. 

Um disco dele está na minha lista prioritária de desejos, o aclamado "Prelude". Lá está essa música de sucesso estrondoso comentada acima. Diz a wikipedia: "O álbum surpreendeu a todos com uma versão jazzística e suingada da introdução de Also sprach Zarathustra, do compositor de música clássica Richard Strauss durante o ano de 1973". Nunca ouviu? Vá atrás e corrija este pecado.

No disco abaixo ele faz a regência e os arranjos. As músicas são todas muito suaves e românticas. Easy listening na melhor acepção do termo.
No disco que tenho aqui em condições perfeitas, Deodato faz os arranjos e a regência. Infelizmente não há ano de lançamento. Certamente um das peças mais lado B do artista. 
Confere a página oficial do Eumir Deodato.

Concerto Saint-Preux

Saint-Preux (nome artístico de Christian Langlade) nasceu em 1950, em Paris, e é um compositor de música clássica contemporânea, que combina elementos da música popular e da música eletrônica. Nesse disco de 1974 a tônica foram composições que poderiam tocar em qualquer igreja. Há um pezinho na música sacra, como a capa também sugere. A vocalização feminina na primeira música é linda. Não há letra, mas um cantarolar feliz e bem acompanhado. Prelude Pour Piano cai em tom bem mais dramático, com violino chorando junto. Cuidado, pode levar alguém às lágrimas como algumas outras da obra! Já em Andante Pour Trompete é o próprio sopro que dá o tom choroso, mas já com uma ponta de esperança. E assim vai até o fim, alternando tensão e uma alegria controlada.