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Fortissimo Festival de San Remo 71

O Festival de San Remo é um clássico da Itália, e um dos mais longevos do mundo. Em 1971 a vencedora foi a cantora Nada. Sim, nome que soa estranho no português, mas é isso mesmo. Ela está feliz da vida segurando uma galinha no verso da capa. Na ordem do disco, logo depois vem o sexto lugar, Domenico Modugno. A música dele, Come Stai, é bem melancólica. Italiano chorão.

Patty Pravo vem logo após. Começa devagar, quase inaudível, mas depois cresce com dramaticidade, empurrada por uma orquestra que dá duplos carpados na dinâmica. Gianni Morandi é um dos mais animados, chegando com um quase rock. Destaque para o trabalho do baixista na faixa Capriccio.
A famosa Rita Pavone é a única que aparece duas vezes no disco. No lado A com a sensual e exagerada Finalmente Libera.

Fechando a primeira parte a única banda e também os únicos com canção em inglês. Middle of the Road é o nome da galera. Rockinho inocente e bem feito, mas parece meio deslocado entre tantos do idioma italiano. O lado B começa com Jose Feliciano, segundo lugar do festival. Muito bonita a balada apresentada por ele. Che Sará parece algumas coisas que foram cantadas por Renato Russo e Freddie Mercury.

Lucio Dalla foi o terceiro colocado na competição, mas acho que deveria ter vencido, se em comparação com o estilo da maioria das canções. Sua apresentação emociona de forma especial.
Rita Pavone volta com E Tu..., seguida por Nicola Di Barbi e sua Una Ragazzina Como Te. Nada muito especial.

Em se tratando de alegria e descontração a campeã total é Raffaella Carrá. Reggae Rrrrrt! é super legal. Dançante, engraçada, cheia de climas. Confere no vídeo ao fim da postagem e me diz se não é uma pérola. Os trabalhos fecham com outro artista de nome esquisito: Mal. Oggi Me Apri Le Braccia é bonita, puxada para aquelas baladas feitas para a rádio.




Never Can Say Goodbye - Gloria Gaynor

Gloria Gaynor, que continua na ativa até hoje, ficou famosa com a música que intitula esse disco. Inclusive há quem diga que Never Can Say Goodbye é a música que inaugura oficialmente a disco music. Como em todo estilo, é difícil marcar um ponto tão preciso na história, mas vale como referência. Minha edição desse álbum é brasileira, lançada em 1975, e tem uma sonoridade bem interessante. Grave forte, como não poderia deixar de ser, e instrumentos bem marcados. 

Todas as músicas seguem no estilo batidão das antigas. All I Need Is Your Sweet Lovin é uma das mais legais. Repare o trombone no final! Mas ela é desbancada por Real Good People, essa sim, uma sonzeira mais nervosa, na pegada do bom e velho funk, pai disso tudo. 

A wiki diz mais: "Gloria Gaynor também foi a primeira artista a gravar versões "extended mix" das músicas e também a primeira a gravar o disco sem pausa. Gloria Gaynor continuou a gravar até que em 1978 eis que surge aquele que até hoje é seu maior sucesso, "I Will Survive". A música visa o ponto de vista de uma mulher recém abandonada, dizendo ao ex companheiro que não precisa mais dele e já pode se virar sozinha. A música fez muito sucesso e em 1980 ganhou o primeiro e único Grammy de Melhor Gravação para Disco Music. "I will Survive" já foi 7 diversas vezes por diversos artistas. Uma de suas regravações mais populares é a feita pelo grupo Cake, nos anos 90."



Engelbert

Com essa pinta de galã, só poderia mesmo ter um nome à altura. 😁  Com a permissão da amada Wikipedia, um pouco mais sobre o cantor desse disco de 1969.

Engelbert Humperdinck (2 de Maio de 1936, Madras, Índia Britânica), mais conhecido simplesmente como Engelbert, é um famoso cantor popular anglo-indiano que fez muito sucesso nos anos 60 e 70. Seu nomecompleto de batismo é Arnold George Dorsey.
Suas canções mais conhecidas incluem "Release Me (And Let Me Love Again)" e "After the Lovin'", bem como "The Last Waltz" ("The Last Waltz with You").
Em 1989, Engelbert gravou um álbum produzido pelo músico, produtor e compositor alemão Dieter Bohlen, chamado 'Star Of Bethlehem'. Na Alemanha, lançado com o título 'Ich Denk An Dich'. Ainda em 1989, Humperdinck foi premiado com uma estrela na Calçada da Fama, em HollywoodEstados Unidos, e ganhou um Globo de Ouro como artista do ano.
Em 2012, representou o Reino Unido no Festival Eurovisão da Canção 2012, em Baku, onde interpretou a canção "Love Will Set You Free, que terminou na 25º posição (penúltimo lugar).

Fogo Espanhol - Los Chavales de España

Depois de vencer a tão comentada série La Casa de Papel, que nem é tudo aquilo, vamos com um pouco de música espanhola. Essa sim, é tudo aquilo. Não há data impressa nesse disco do grupo Los Chavales de España. Mas é uma edição fabricada no Brasil com incrível sonoridade. Saiba mais sobre esse pessoal que se juntou em 1940 aqui.



If You Want Blood - AC DC

Esses clássicos vivo não soam muito bem aqui em casa. Tenho quase certeza que essa versão brasileira de 1979 tem algum defeito de prensagem. Em muitos momentos o lado esquerdo fica com o som muito apagado. Alguém com um exemplar do mesmo lote pode confirmar?




New York, New York

Esse mês tive a oportunidade de passar 5 dias em Nova York. Obviamente pesquisei sobre lojas de discos na cidade para passar em algumas delas. A correria foi grande, então não consegui fazer a peregrinação desejada, mas consegui conhecer alguns lugares legais. Vamos a eles. 

Primeiro a Generation Records. Focada em rock, tem uma quantidade grande de discos novos e muito maior ainda de usados. Tinha também umas caixas de jazz com ótimo preços. Achei o Prelude do Deodato por apenas 5 dólares, mas não comprei pois o vinil estava muito judiado. 









Aqui alguns toca discos a venda na absurda loja B&H. É um lugar que faz tremer quem gosta de tecnologia. 


As tentadoras prateleiras da livraria Barnes & Nobles tem uma boa variedade de discos. 



Cervejaria bem na frente da Westsider Records. 


Ok, isso não é uma loja de discos. Mas é solo sagrado, o local onde foram gravados alguns dos melhores da história. 



O único vendedor de rua que achei nas caminhadas. Muitos títulos bons, mas preço salgado e uma conservação duvidosa. 


Um cantinho vinílico dentro de uma loja enorme de outro tipo de coisa, que nem lembro o que era. 😅

E, finalmente, a Westsider Records. Lugar que daria para passar dias buscando preciosidades. Acabei saindo de lá apenas com um lançamento de 2018 do Jimi Hendrix. 



Lojas de discos em Porto Alegre

Esses dias fui rapidamente para Porto Alegre. Mas mesmo sendo uma estada de apenas poucas horas consegui um tempo para ir caminhando até algumas lojas de disco que eu havia mapeado, a "Stoned" e a "Boca do Disco". Mas para minha tristeza nenhuma das duas estava aberta. A primeira tinha mudado de endereço e a segunda, que deveria abrir as 10:00, ainda estava fechada uns 15 minutos depois desse horário. Resultado, ir embora de mãos abanando... Deu só para ver uns discos de futebol a venda numa feira de antiguidades do mercado público, onde também haviam outros itens bem legais.




Amantes de Verão (Trilha Sonora)

A trilha sonora do filme "Amantes de Verão" não é daquelas que tem músicas especialmente feitas para o filme, mas uma coletânea que traz alguns nomes carimbados dos anos 80. Tem Tina Turner, Elton John, Depeche Mode, Chicago e mais uns não tão conhecidos, como Nona Hendryx, Basil Poledouris e Heaven 17. Quem?

A eterna sereia Daryl Hannah faz parte do elenco. A inestimável wikipedia nos conta um pouco da história: "Casal de namorados americanos Michael e Cathy vão para a Grécia passar o verão na Ilha de Santorini onde, apesar de seu amor por Cathy, ele se sente tremendamente atraído por Lina (Valerie Quennessen), uma misteriosa arqueóloga francesa. A beleza exótica de Lina fascina Michael, e ele se vê entre a mulher que ele ama...e a mulher que ele deseja. Mas quando ele revela seu conflito a Cathy, ela surpreende a ambos indo confrontar Lina. O que surgirá desse confronto tornará este o verão mais delirante e instigante de suas vidas."

Pela levada animadas das músicas e pelas fotos fácil é perceber que o personagem do rapaz se deu bem. Constatação confirmada: "In a very tense scene one evening, Cathy encourages Michael to kiss Lina. He gives Lina a light peck, but Cathy says it isn't convincing. He gradually turns up the heat while watching Cathy intently for her reaction. He then kisses Cathy, checking to see how this makes Lina feel. The three end up spending the night together. Lina moves in with them, and they continue enjoying the island paradise as a threesome."

Sapecões...


Bartok - The Miraculous Mandarin, The Wooden Prince

As duas peças executadas neste disco são atos de ballet compostos por Bèla Bartok, compositor húngaro, que viveu entre 1884 e 1949. Ele é "considerado um dos maiores compositores do século XX. Foi um dos fundadores da etnomusicologia e do estudo da antropologia e etnografia da música. Juntamente com seu amigo, o compositor Zoltán Kodály, percorreu cidades do interior da Hungria e Romênia, onde recolheu e anotou um grande número de canções de origem popular."

As peças deste disco, fabricado dos EUA e lançado em 1968, mesclam partes frenéticas, com uma orquestra a toda velocidade, e momentos de tranquilidade, onde o volume é muito sutil. O condutor foi Rolf Reinhardt. Confira mais sobre as composições The Miraculous Mandarin e The Wooden Prince na wikipedia.

Break Every Rule - Tina Turner

Os primeiros discos da Tina Turner são pérolas do soul. Quer ver quando ela decide dividir os vocais com seu ex marido. Aí mesmo a coisa pega. Infelizmente não tenho por aqui nenhum vinil desta época. Tenho que me contentar com o lançamento mais pop de 1986, que contou com a ajuda do Mark Knopfler. Aliás, é de autoria do próprio vocalista do Dire Strais a melhor música do disco, Overnight Sensation. Na minha opinião, pois a música que realmente bombou foi Typical Male. 

A wikipedia nos conta que "Em 1988 seu nome entrou para o Guiness Book, o livro dos recordes, como o maior show já feito por uma cantora solo. A artista reuniu 188 mil pessoas no Maracanã, no Rio de Janeiro para ver sua apresentação. O show foi transmitido para todo o mundo. Nesta época estava fazendo a turnê "Break Every Rule"."

De qualquer forma, suas incursões oitentistas, naquele conhecido formato comercial, não é o que mais me agrada. Mas sempre vale a pena ouvir uma voz tão poderosa como a de Anna Mae Bullock (Nutbush, 26 de novembro de 1939).